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Vírus Nipah: tudo o que se sabe até agora sobre o microrganismo letal
Por leandro marques
Publicado em 27/01/2026 17:42
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Rádio Web Região Oeste Santa Maria informa

Vírus Nipah: tudo o que se sabe até agora sobre o microrganismo letal

Um surto do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, na Índia, colocou o país em alerta. Até o momento, cinco casos foram confirmados, incluindo médicos e enfermeiros, e cerca de cem pessoas estão em quarentena.

Mas afinal, o que é o vírus Nipah?

O vírus Nipah, conhecido pela sigla NiV, circula principalmente entre morcegos do gênero Pteropus, que se alimentam de frutas. A transmissão pode ocorrer por meio do consumo de alimentos contaminados — como frutas expostas à urina ou saliva dos morcegos —, pelo contato com animais infectados ou ainda de pessoa para pessoa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a infecção pode se manifestar de formas variadas, desde sintomas respiratórios leves até casos graves de encefalite, que é a inflamação do cérebro.

Sintomas

Os primeiros sinais geralmente incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Em seguida, podem surgir tontura, sonolência, alteração do nível de consciência e sintomas neurológicos.

Em casos mais graves, a doença pode evoluir para pneumonia atípica, insuficiência respiratória, convulsões e coma em um período de 24 a 48 horas.

O período de incubação costuma variar entre 4 e 14 dias, mas há registros de até 45 dias. A taxa de letalidade é alta, variando entre 40% e 75%, dependendo do surto e da capacidade do sistema de saúde local.

Atualmente, não existem vacinas ou medicamentos específicos contra o vírus Nipah. O tratamento se baseia em cuidados intensivos de suporte, especialmente para complicações respiratórias e neurológicas.

Origem do vírus

O Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, durante um surto entre criadores de porcos na Malásia. Desde então, pequenos surtos foram registrados em países como Bangladesh, Índia, Filipinas e Singapura.

Os morcegos hospedeiros do vírus estão distribuídos por diversas regiões da Ásia e do Pacífico Sul. Em surtos mais recentes, a principal fonte de infecção tem sido o consumo de frutas ou derivados contaminados.

Transmissão entre humanos

A transmissão de pessoa para pessoa já foi documentada, principalmente entre familiares, cuidadores e profissionais de saúde. Em um surto ocorrido na Índia, em 2001, cerca de 75% dos casos envolveram funcionários ou visitantes de hospitais.

De acordo com dados de Bangladesh, aproximadamente metade das infecções registradas entre 2001 e 2008 ocorreu durante o cuidado direto de pacientes contaminados.

 

Fonte: Jornal O Globo

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